Peugeot 3008 chega com 'generosidade tecnológica' e ótimo motor

27-11-2010 16:49

  • Peugeot 3008 integra a fileira dos crossovers e será vendido no Brasil a partir de R$ 79.900

    Peugeot 3008 integra a fileira dos crossovers e será vendido no Brasil a partir de R$ 79.900

A Peugeot apresentou nesta terça-feira (9), em Puerto Iguazú, na Argentina, o 3008, que a marca francesa classifica como um crossover -- no caso, misturando características de SUV (robustez), hatch (dirigibilidade) e minivan (praticidade). O carro deve chegar às lojas brasileiras a partir do próximo dia 20, em duas versões: a Allure, de entrada, vai custar R$ 79.900, e a Griffe, completíssima, chega a R$ 86.900.

Conhecer os rivais do 3008 ajuda a posicioná-lo no mercado: seus alvos admitidos pela Peugeot são o Honda CR-V e o Chevrolet Captiva com motor de quatro cilindros. A marca não cita, mas seu crossover corre na mesma pista do C4 Picasso -- fabricado pela Citroën, "irmã" da Peugeot no grupo PSA.

Apresentado inicialmente como o conceito Prologue no Salão de Paris de 2008, vendido na Europa desde 2009 e destacado por ter sido escolhido para, no ano que vem, ganhar uma versão híbrida combinando um motor elétrico com um de combustão a diesel, o 3008 chega ao Brasil quase como "carro de imagem" da Peugeot. Enquanto o esportivo RCZ e -- quem sabe -- o sedã 508 não desembarcarem por aqui, o crossover será o topo da gama da marca entre nós.

A previsão inicial de vendas é de 200 unidades por mês, volume máximo que a fábrica de Sochaux, na França, consegue entregar para o Brasil. Assim, o 3008 vai preparando o terreno para a chegada dos já citados RCZ e 508, além do sedã 408, confirmado para março de 2011. Todos esses carros têm a pretensão de situar a Peugeot alguns degraus acima de seu atual patamar -- não só de imagem, mas também de emplacamentos. A marca projeta crescer no Brasil cerca de 11% este ano (acima do mercado, com 7%), e quer dar um vigoroso salto no ano que vem, avançando 22% (quase quatro vezes o previsto para o mercado) e chegando a 110 mil carros vendidos no Brasil.

Para cumprir sua missão, o 3008 chega ao país com dois grandes apelos de venda, um mais voltado ao consumidor comum, outro para os entusiastas de automóveis. No primeiro caso, trata-se do megapacote de equipamentos -- que a Peugeot descreve como "generosidade tecnológica". No segundo, de um motor moderno, desenvolvido em conjunto com a BMW e grenciado por uma transmissão automática cuja base a Peugeot usa em carros com motor V6.

Entre outras coisas, tanto o 3008 Allure quanto o Griffe possuem o "head-up display", uma telinha acrílica acima do painel que mostra informações sobre a velocidade, visíveis apenas para o motorista (o display pode ser recolhido); ESP (controle de estabilidade) englobando ABS (antitravamento dos freios), ASR (antiderrapagem), AFU (assistente de frenagem de urgência), assistência em ladeiras (o 3008 dá 2 segundos de lambuja para que o motorista saia sem andar para trás) e distribuidor de força de frenagem; freio de estacionamento elétrico e automático; computador de bordo (igual ao do C4 Pallas); ar-condicionado dual zone com detector de poluição -- para compreender melhor esse mimo, vale observar que o sistema bloqueia a entrada de ar externo no habitáculo até quando é engatada a ré, para que os gases não sejam sugados para dentro; e oito airbags.

Os R$ 7 mil a mais pedidos pelo 3008 Griffe justificam-se pelo teto panorâmico (que eleva o envidraçamento para mais de 5,3 m²), sensores de farois e de chuva, retrovisor eletrocrômico e revestimento em couro nos bancos.

Quanto ao motor, trata-se de um digníssimo representante da onda de "downsizing" que vem se formando a partir da necessidade de mais eficiência com menos gasto. O propulsor Peugeot-BMW (ou seria BMW-Peugeot?), somente a gasolina, batizado de THP, entrega 156 cavalos de potência e 24 kgfm de torque -- números de 2.0 -- com apenas 1,6 litro de capacidade. O "segredo" é um turbo de alta pressão concebido para trabalhar desde cedo e dispersar o mínimo de energia. Um sinal disso é que o torque máximo aparece já a meras 1.400 rotações. Já a transmissão de seis marchas (com opção de trocas manuais) foi adaptada do câmbio usado em modelos como o Peugeot 407 V6, não guardando relação com o sistema usado nos demais carros 1.6 da Peugeot (como o 207).

O conforto a bordo é realçado por uma rodagem suave (as rodas de aro 17 são calçadas por pneus 225/50) e um ruído do motor na cabine quase desprezível. O que faz barulho mesmo é o vento frontal, que tem um generoso parabrisas para atingir.

Não foi possível avaliar o consumo -- também não divulgado pela Peugeot --, mas o tanque de 60 litros certamente garante uma autonomia interessante para viagens mais longas. A velocidade máxima, segundo a fabricante, é limitada em 202 km/h, e o 0 a 100 km/h pode ser feito em ágeis 9,5 segundos.                                            

 

Mais Informações no site da peugeot  * http://carros.peugeot.com.br/3008/ *